já conheço seus truques
o embaixo da capa
você do avesso
em todas as direções
adivinho seus passos
suas letras, suas cartas
(todas ridículas)
seu abracadabra
descubro seu rastro
e te abro, bagagem,
e guardo o que é meu
pra que seja também
depois é só viagem.
sábado, setembro 30, 2006
sexta-feira, setembro 29, 2006
segunda-feira, setembro 18, 2006
domingo, setembro 17, 2006
terça-feira, setembro 12, 2006
devia ser a mulher da sua vida
que seus olhos não cansam de olhar
ser meu nome a palavra preferida
o corpo em que quer sempre repousar
devia ser o inferno e a morada
desejo sussurrado em seu ouvido
ser minha pele sua amante desejada
antes e depois de adormecido
e quando eu puder, enfim, perceber
que o amor é que precisa de agora
talvez possa definir o querer
de ficar viva em ti ou de ir embora
por que tudo em mim é sempre você
ainda que somente em minha memória
que seus olhos não cansam de olhar
ser meu nome a palavra preferida
o corpo em que quer sempre repousar
devia ser o inferno e a morada
desejo sussurrado em seu ouvido
ser minha pele sua amante desejada
antes e depois de adormecido
e quando eu puder, enfim, perceber
que o amor é que precisa de agora
talvez possa definir o querer
de ficar viva em ti ou de ir embora
por que tudo em mim é sempre você
ainda que somente em minha memória
quinta-feira, setembro 07, 2006
tonteei-te tateando tatame
todo tonto todo toureiro
rolamos roídos ralando roupas
caímos colados comendo cabelos
delícia demente dormente deitada
suspiros sentidos suados sonhamos
uivava urgente um único urro
juntando joelhos janelas jardins
zipados zoamos zonzos zelosos
gatunos gritamos grudados gozando
viagem vazia vai vento vai vela
boca baton bunda beijada
pelados perdidos pedimos pecados
muita malicia mordemos maçã
quando queremos quanta quadrilha
(Poema a 4 mãos: Caio Martinez e Rita Cavalcante)
todo tonto todo toureiro
rolamos roídos ralando roupas
caímos colados comendo cabelos
delícia demente dormente deitada
suspiros sentidos suados sonhamos
uivava urgente um único urro
juntando joelhos janelas jardins
zipados zoamos zonzos zelosos
gatunos gritamos grudados gozando
viagem vazia vai vento vai vela
boca baton bunda beijada
pelados perdidos pedimos pecados
muita malicia mordemos maçã
quando queremos quanta quadrilha
(Poema a 4 mãos: Caio Martinez e Rita Cavalcante)
terça-feira, agosto 29, 2006
Como dizer o que não pode ser dito?
Como cantar se já não há asas?
Como apagar o que nem foi escrito?
Se não há mais tempo, como acertar os ponteiros?
Como descobrir os corpos se não houve despedida?
Como achar o norte se morreram as rosas?
Como sorrir se tudo é ferida?
Se tudo é sal, como deixar de ser pranto?
Tudo é imaterial e sensível
Bolha translúcida sob o amarelo
Como cantar se já não há asas?
Como apagar o que nem foi escrito?
Se não há mais tempo, como acertar os ponteiros?
Como descobrir os corpos se não houve despedida?
Como achar o norte se morreram as rosas?
Como sorrir se tudo é ferida?
Se tudo é sal, como deixar de ser pranto?
Tudo é imaterial e sensível
Bolha translúcida sob o amarelo
quarta-feira, julho 26, 2006
domingo, julho 16, 2006
terça-feira, junho 20, 2006
Ponto Final
Visto lentamente o véu
Retiro suas mãos do meu quadril
Arranco seu gosto do meu corpo
Apago as marcas dos seus dentes
Bastarda do seu amor
Eu me basto em mim
Retiro suas mãos do meu quadril
Arranco seu gosto do meu corpo
Apago as marcas dos seus dentes
Bastarda do seu amor
Eu me basto em mim
domingo, junho 18, 2006
despedidas
Eu só queria saber dizer
Que minha alma é tua casa
Que meu corpo é teu abrigo
Que o tempo é relativo
Que não é sozinho
Que só é comigo
Que minha alma é tua casa
Que meu corpo é teu abrigo
Que o tempo é relativo
Que não é sozinho
Que só é comigo
segunda-feira, junho 12, 2006
ponto G
garoto
cheiro teu gosto
gosto
esgueira-se gato
galego
fazemos a guerra
gandaia
ganhamos os dois
gozo
cheiro teu gosto
gosto
esgueira-se gato
galego
fazemos a guerra
gandaia
ganhamos os dois
gozo
sábado, maio 20, 2006
segunda-feira, abril 17, 2006
sábado, abril 15, 2006
sexta-feira, março 24, 2006
quinta-feira, março 23, 2006
II
Faz escuro
Chove prateado sobre o abismo
A lua não teme a noite
Em surdos movimentos a penetra
A noite desfruta o mistério
E a devora
Corpos já mortos se (re)velam
Consomem-se luz e sombra
Até se tornarem alvorada
Chove prateado sobre o abismo
A lua não teme a noite
Em surdos movimentos a penetra
A noite desfruta o mistério
E a devora
Corpos já mortos se (re)velam
Consomem-se luz e sombra
Até se tornarem alvorada
I
Lucidamente suicida
Me afogarei no moreno dos seus cabelos
Em suas espirais, serei eu e serei mais
E quando teus olhos descansarem em meu corpo
Gozaremos juntos esse deja vu de eternidade
Me afogarei no moreno dos seus cabelos
Em suas espirais, serei eu e serei mais
E quando teus olhos descansarem em meu corpo
Gozaremos juntos esse deja vu de eternidade
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