E se eu te peço pra abrir a caixa -
e tirar de lá aquela flor
as gargalhadas
a madrugada vestindo meias
a ceia
mãos dadas
o grito
os primeiros passos e depois
a chave que não é minha
palavras nem ditas
o futuro
tanta, tanta saudade
- será ainda presente?
segunda-feira, novembro 28, 2011
domingo, outubro 16, 2011
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
posse
um pedaço do teu pão e do teu dia
um pouco de sonho
o que te adoece
uma noite de orgia
a página roubada do livro de poesia
asfalto florido
a saliva e depois
ser presa
surpresa
ser teto
ser verso
certeza
mas falta
segunda-feira, janeiro 31, 2011
quarta-feira, novembro 03, 2010
quarta-feira, outubro 13, 2010
Morrer um pouco
Era como se tivesse rasgado o peito frágil em que escrevera seu único poema. E tocado o fósforo ali depois de riscá-lo mecanicamente na caixinha que guarda o café portenho.
As lembranças não são sempre fumaça?
O amor enrodilhou-se anelado diante dos meus olhos mudos e subiu ao céu. Defunto.
As lembranças não são sempre fumaça?
O amor enrodilhou-se anelado diante dos meus olhos mudos e subiu ao céu. Defunto.
terça-feira, outubro 05, 2010
Exercício de dizer
Havia nela ainda um quê de brisa. Não se sabia de onde vinham os cabelos em fúria ou o sempre cheiro de mato na pele. Era toda selvageria guardada na boca bem selada. Diferente de todas da casa, mais se aproximava era de Brusque, a gata arredia, ou das árvores do quintal. Silenciosa, o que deixava escapar às vezes eram ruminações de menina em brinquedos secretos roubados dos livros: dragoínas voejantes, docerejas, grumins.
Passarinhando pela casa, em arrulhos de coquetes, as outras irmãs. Saias de goma, fitas, cabelinhos. Orbitando sobre a mãe ocupada em fazê-las boas. Mulheres um dia. Donas. Agora todinhas filhas, filhotes sobre a asa gorda e regina.
Ina. Menos que substantivo concreto. Pedaço de nome: Catarina, menina, sina. No mesmo livro prendia seus olhos de bicho devorando as figuras já pálidas. Ninguém a via, alheia de tudo na sua roda de inventar o mundo.
Passarinhando pela casa, em arrulhos de coquetes, as outras irmãs. Saias de goma, fitas, cabelinhos. Orbitando sobre a mãe ocupada em fazê-las boas. Mulheres um dia. Donas. Agora todinhas filhas, filhotes sobre a asa gorda e regina.
Ina. Menos que substantivo concreto. Pedaço de nome: Catarina, menina, sina. No mesmo livro prendia seus olhos de bicho devorando as figuras já pálidas. Ninguém a via, alheia de tudo na sua roda de inventar o mundo.
domingo, junho 27, 2010
domingo, junho 20, 2010
domingo, junho 13, 2010
domingo, maio 09, 2010
domingo, abril 04, 2010
terça-feira, janeiro 26, 2010
segunda-feira, novembro 23, 2009
sexta-feira, agosto 14, 2009
terça-feira, julho 21, 2009
segunda-feira, julho 13, 2009
domingo, julho 12, 2009
terça-feira, junho 16, 2009
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