quarta-feira, novembro 29, 2006

Clandestino

Eu ia dizer, mas sua língua preencheu minha boca. Eu ia dizer, mas você mordeu o lóbulo da minha orelha. Eu ia dizer enquanto sugava o bico do meu seio esquerdo, mas seu gosto alagou o meu umbigo. Então você escorregou pela minha barriga e esqueci todas as palavras. Quando lembrei, você, serpente, já tinha dado o bote e partido.

- Por que você não fica? – murmurei para o seu cheiro no travesseiro.

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