quinta-feira, junho 12, 2008

Amor, sobrenome Passagem

Quando o Amor chegar, estarei inteira. Para poder ser sua, inteira. Porque Ele não aceitaria menos. Não aceitaria metade de mim (mesmo eu sendo metade sua, serei uma metade inteira).

Vai me ligar para saber o que levar para o jantar e eu vou pedir um corte de carne, pensando que deveria ter respondido Amor. Não haverá mais fome em mim quando Ele chegar. Com flores e suspiros.

O seu sorriso será tão encantador quanto os seus olhos quando me seduzirem, cúmplices. Ele saberá dizer o que precisa ser dito e, surpreendentemente, vou calar quando Ele chegar.

Vai arrancar-me a preguiça e eu vou roubar seus silêncios. Respeitaremos as pausas e os sinais fechados. Vamos beijar com o corpo, vamos ler juntos e em voz alta e seremos muito ridículos e banais: cinema, café, boteco, mercado. Par. Casalsinho. Pombos. Apaixonados. Mão dupla. Clichês.

Vamos dançar juntos - pela noite e pela vida. Gostaremos de chuva, de estradas, de estrelas, de lua cheia, de rios caudalosos, de sonhos vadios, de palavras, de abismos, de riscos e papéis.

Quando Ele esquecerá os tempos, os verbos e os nomes ao cruzar a porta e se reconhecer no espelho.

4 comentários:

Observador disse...

Nooossa! Que lindo! Preciso de um amor assim, urgente....rssss...

bjus

Alex

Alex Corrêa disse...

Nooossa! Que lindo! Preciso de um amor assim, urgente....rssss...

bjus

Alex

Marcelo disse...

Oi Alex. Legal, me avisa quando postar a entrevista com a grandiosa Mercedes.

Desculpa ter derramado a cerveja aquele dia, viu? Espero q não tenha estragado o espetáculo - acho que é impossível, né?

Abraço!

Julia disse...

conheço.